"Você sabe cozinhar?", perguntou ele à noiva humilhada; a resposta dela mudou tudo.

—Estou cansado de que os outros decidam quem eu sou.

Thomas assentiu com a cabeça.

—Você não precisa me provar nada aqui.

Ela continuou lavando.

—Isso é novidade para mim.

Quase um mês de calmaria se passou.

Então Aurélio retornou.

A notícia chegara até ele na cantina. Um muleteiro comentou que a mulher abandonada na plataforma agora morava na casa de Tomás Cárdenas, que as crianças estavam melhor, que a casa cheirava a comida e que a menina mais nova já a chamava de mãe. Aurélio ouviu, com o orgulho ferido. Ele não amava Amália, mas não suportava a ideia de outro homem a acolher onde ele a havia deixado.

Chegou numa manhã de quinta-feira, quando Tomás e Amalia saíam juntos dos correios. Ela levava uma carta do asilo. Ele, uma remessa de lenha.

Aurélio estava parado no meio da rua com os documentos da agência em mãos.

«Isso não acabou», disse ele em voz alta. «Eu paguei a taxa de inscrição. Havia um acordo. Essa mulher veio se casar comigo.»

A rua ficou completamente parada.

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