No baile, apenas um garoto me convidou para dançar, enquanto todos os outros me ignoravam por eu estar em uma cadeira de rodas – na manhã seguinte, um policial bateu à minha porta e revelou a verdade sobre ele

Eu fui ao baile esperando nada, apenas mais um rosto que ninguém notaria em um salão cheio. Eu não imaginava que uma única dança me levaria a uma verdade sobre meu passado que eu nunca sequer tinha questionado.

 

Uso cadeira de rodas desde os 10 anos.

 

Foi o ano em que tudo mudou. Meus pais e eu nos envolvemos em um terrível acidente de carro. Não me lembro muito daquela pior noite da minha vida, apenas flashes, sons, e depois acordei em um hospital com minha avó segurando minha mão.

 

Meus pais não sobreviveram.

 

Depois disso, ficou só a Vovó Ruth e eu.

 

Minha avó me criou sozinha. Ela nunca me tratou como se eu fosse frágil, apesar de eu não conseguir andar. Eu nunca me permiti sentir pena do que tinha perdido, continuei vivendo e nunca reclamei.

 

Quando chegou o último ano do ensino médio e o baile se aproximou, eu quis ir.

 

Não porque esperasse algo extraordinário acontecer. Só não queria ficar em casa imaginando como teria sido.

 

Duas semanas antes, minha avó e eu fomos comprar o vestido. Ela me empurrava pelo corredor como se fosse a missão mais importante da vida dela.

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