—Você não vai se contentar — disse, segurando um vestido azul-marinho. — Você vai escolher algo que faça você se sentir você mesma.
Revirei os olhos, mas escutei.
Escolhi um vestido simples. Algo que parecia certo.
Na noite do baile, a música saía das portas do ginásio, alta e constante. Sentei no carro da minha avó por um momento, observando os casais entrando juntos.
Então me disse: Você não chegou até aqui para desistir agora.
Com a ajuda dela, entrei.
No começo, não foi tão ruim. Algumas pessoas sorriram, outras me cumprimentaram.
Mas não demorou para eu perceber a verdade.
As garotas permaneciam em seus grupos, cochichando e mantendo distância de mim. Os garotos passavam por mim como se eu não existisse. Todos tiravam fotos, riam, dançavam, e ninguém parecia notar minha presença.
Ninguém disse nada rude. Mas era óbvio.
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