No baile, apenas um garoto me convidou para dançar, enquanto todos os outros me ignoravam por eu estar em uma cadeira de rodas – na manhã seguinte, um policial bateu à minha porta e revelou a verdade sobre ele

Eu não pertencia àquele lugar.

 

Depois de um tempo, me encostei em um canto do salão.

 

Disse a mim mesma que estava tudo bem, que eu esperava por aquilo, mas sentada ali sozinha, a dor ainda estava presente.

 

Fiquei apenas olhando para a pista de dança, pensando que talvez fosse embora cedo.

 

Foi então que alguém entrou no meu campo de visão.

 

—Oi, Lisa.

 

Era o Daniel.

 

Tínhamos algumas aulas juntos. Ele não era alguém com quem eu conversasse muito, mas eu sabia quem ele era. Todo mundo sabia. Ele era descontraído e engraçado. Além disso, era alto e bonito.

 

Sempre fora gentil comigo.

 

—Oi — respondi.

 

Daniel apontou para a pista de dança. — Vai ficar de fora desta dança de propósito?

 

Encolhi os ombros. — Algo assim.

 

Ele me estudou por um instante, então me convidou para dançar: — Vem dançar comigo.

 

Quase ri.

 

—Não acho que isso vá dar certo.

 

—Por quê?

 

Apontei para a cadeira. — Meio que limita as coisas.

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