—Não, não limita.
Antes que eu pudesse responder, ele se posicionou atrás de mim e segurou delicadamente os braços da cadeira de rodas.
—Daniel…
—Confia em mim.
E então ele me levou direto para a pista de dança.
No começo, senti todos os olhares sobre nós. Meus ombros se tensionaram. Quase pedi para ele parar.
Mas ele não apressou nada.
Daniel se movia com a música, devagar e firme, girando a cadeira como se fizesse parte do ritmo. Ele não fez alarde nem tentou chamar atenção; apenas dançou.
E, de alguma forma… isso fez todo o resto desaparecer.
Me peguei rindo, de verdade, enquanto ele me girava suavemente em círculo.
Pela primeira vez naquela noite, eu não me senti deslocada.
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