— Conte-me tudo.
Contei sobre o aluguel que não conseguíamos pagar depois que David se foi. Bater na porta dos meus pais com um bebê e ser mandada embora. O abrigo. O restaurante. E o cansaço infinito.
Quando terminei, tia Evelyn disse muito suavemente:
— Eu dei uma casa ao Patrick para você.
Eu ri.
— Uma casa? Para mim?
— Sim, Kate. Minha casa. Liguei para seus pais semanas depois que me contaram que David se fora e disse que queria você e Emma lá, seguras e estáveis. Pedi que cuidassem da chave porque ainda estava na Europa. Confiei neles.
— Eu nunca soube disso, tia Evie.
— Eu posso ver isso.
Emma olhou entre nós, chocolate no lábio superior.
— Mamãe, estamos em apuros?
Peguei sua mão rapidamente.
— Não, querida. Não você.
Minha tia pagou a conta e se levantou.
— Entrem no carro.
Antes de partir, tirou o celular e colocou no viva-voz. Após dois toques, a voz de Marjorie surgiu, calorosa e polida de uma forma que nunca fora comigo.
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