“Por favor, finja que me ama”, ela sussurrou — e o CEO milionário entrou na brincadeira.

O SUV fez outra manobra brusca, invadindo a faixa.

Então veio o som de pneus cantando.

O impacto os atingiu de lado. Metal contra metal. O estalo nauseante da força encontrando resistência. O grito de Ella se perdeu no som do vidro quebrando enquanto o mundo girava de cabeça para baixo.

O carro girou uma vez, depois duas, antes de parar bruscamente na calçada.

Silêncio.

Então—

“Ella.”

A voz de Damian estava rouca e desesperada, nada parecida com a do homem sereno que o mundo conhecia.

Ela não respondia. Sua cabeça estava caída contra a janela, sangue escorrendo de sua têmpora.

Damian tirou o cinto de segurança antes mesmo dos airbags esvaziarem completamente. Ele abriu a porta do carro com um puxão, as mãos tremendo, a voz embargada enquanto chamava seu nome repetidamente.

“Fique comigo”, sussurrou ele, abraçando-a. “Por favor, fique comigo.”

A ambulância chegou minutos depois, embora para Damian parecesse uma eternidade.

O quarto do hospital estava silencioso, exceto pelo bip dos monitores. Damian sentou-se ao lado da cama dela, ainda com a camisa rasgada, os nós dos dedos ensanguentados, embora não se lembrasse de quando havia batido em algo. Ella jazia imóvel, o rosto pálido contra o travesseiro branco.

O médico dissera que era uma concussão leve. Traumatismo craniano. Provavelmente perda de memória temporária. Sem danos cerebrais. Sem fraturas.

"Ela pode esquecer eventos recentes", explicou o médico. "Especialmente os emocionalmente intensos."

Damian não dissera uma palavra.

Apenas assentira com a cabeça uma vez, o maxilar cerrado, o peito doendo com algo muito mais profundo do que pânico.

Agora, ele estava sentado ao lado dela, observando-a respirar.

Ela se mexeu.

Ele se inclinou para a frente.

"Ella."

Os olhos dela se abriram lentamente. Ela piscou, confusa, e então fez uma careta com a luz.

"Ei", disse Damian gentilmente, tentando manter a voz calma. "Você está segura. Você está no hospital. Houve um acidente, mas você vai ficar bem." Ela o encarou por um longo momento.

Então, em voz quase inaudível, perguntou: "Quem é você?"

As palavras o atingiram como um soco no peito.

Ele não conseguia falar.

Ela olhou para as próprias mãos e depois para ele.

"Por que você está aqui? Você me encontrou?"

Damian se levantou lentamente, forçando-se a respirar.

"Eu—"

Ele fez uma pausa e engoliu em seco.

"Sim. Eu estava com você quando aconteceu."

Ella desviou o olhar, preocupada.

"Não me lembro de nada. Nem disso. Nem de você."

Ele queria estender a mão para ela. Dizer o nome dela como havia aprendido, suavemente, como uma promessa.

Mas não o fez.

Em vez disso, assentiu com a cabeça uma vez.

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