O chefe da máfia a demitiu enquanto ela escondia o bebê dele — seis anos depois, um olhar para o filho a destruiu.

Não drasticamente.

Não de forma evidente.

Mas Ava viu a devastação tomar conta dele.

"Ele perguntou isso?"

"Sim."

"O que você disse?"

"Eu disse que não."

Dominic levou a mão à boca e se virou.

Pela primeira vez em todos os anos que Ava o conhecia, ele pareceu impotente.

"Eu quero conhecê-lo", disse ele.

"Não."

“Ava—”

“Não. Você não vai chegar na minha rua e entrar na vida dele só porque a culpa finalmente te alcançou.”

“Eu sou o pai dele.”

“Você é um estranho.”

As palavras a atingiram em cheio.

Dominic assentiu uma vez, como se as merecesse.

“Não vou forçar nada.”

Aquilo a surpreendeu.

Ele continuou: “Não falarei com ele sem a sua permissão. Não me aproximarei dele a menos que você permita. Mas não sairei de Beaufort esta noite.”

Os olhos dela se estreitaram. “Isso soa como coerção.”

“Não é. É uma promessa.” A voz dele ficou rouca. “Eu fui embora.”

"Uma vez, porque fui covarde. Não farei isso de novo."

Ava odiava que aquelas palavras a atingissem profundamente.

Odiava que uma parte dela, enterrada, mas não morta, tivesse esperado anos para ouvi-lo dizer que fora covarde.

"Você pode ficar na pousada", disse ela. "Pode esperar. Só isso."

Dominic assentiu.

Então, olhou para além dela, na direção do menino na janela.

Noah levantou uma mão hesitante.

Dominic endireitou as costas.

O coração de Ava se partiu em um lugar desconhecido.

Na manhã seguinte, o perigo seguiu Dominic para o sul.

Marcus ligou antes do amanhecer.

"O garoto DeLuca sabe que você saiu de Nova York", disse ele.

Dominic estava parado na janela do seu quarto na Pousada Beaufort, olhando para o mar.

"O que mais?"

"Alguém encontrou arquivos antigos de funcionários. O nome da Ava. Seus registros de viagem de seis anos atrás. Buscas em hospitais em três estados."

Dominic ficou frio.

"Eles sabem?"

"Eles suspeitam."

Dominic encerrou a ligação e dirigiu direto para a casa de Ava.

Ela abriu a porta de calça de pijama, cabelo solto, com suspeita já estampada no olhar.

"O que aconteceu?"

"Precisamos conversar."

"Noah está dormindo."

"Ótimo."

Lá dentro, Dominic percebeu tudo. Porta dos fundos frágil. Janelas antigas. Sem sistema de alarme. Um taco de beisebol no corredor.

A visão daquilo quase o destruiu.

Ava Carter havia protegido o filho deles com um taco enquanto Dominic permanecia atrás de portões armados em Nova York.

“O quê?”, ela exigiu.

“O filho de Vincent DeLuca está investigando você.”

Seu rosto mudou.

“Por quê?”

“Porque ele quer me pressionar.”

“Não.”

“Ava—”

“Não.” Ela se afastou dele. “Você não tem o direito de trazer isso para a minha casa.”

“Eu não trouxe. Estou tentando impedir.”

“Você deveria ir embora.”

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