Dentro do quarto, mamãe parecia menor que no dia anterior, mas seus olhos estavam alertas. Eu esperava que ela sorrisse quando eu falasse do baile. Em vez disso, o rosto dela se contraiu.
“Diga o nome dele de novo.”
“Carter,” respondi. “Ele está no time de beisebol.”
“E a garota que sempre é maldosa com você?”
“Kenzie.”
Mamãe olhou para o teto por um longo momento. “Ivy, sente-se.”
Sentei-me.
“Lembra quando você tinha dez anos e aquelas crianças descobriram que eu esfregava pisos?” Mamãe continuou. “Eles te chamaram de ‘menina do esfregão’ por um ano inteiro. Você chegou em casa e me perguntou por que não podíamos ser normais.”
“Mamãe, isso foi há muito tempo.”
“Pessoas assim não mudam da noite para o dia, querida,” disse ela. “Às vezes não mudam de jeito nenhum. Só ficam mais velhas e aprendem maneiras mais bonitas de serem cruéis.”
Ela abriu a gaveta ao lado da cama e tirou um envelope branco selado. Meu nome estava escrito na frente, com sua caligrafia cuidadosa.
“Pegue isto.”
“O que é?”
“Não abra,” respondeu mamãe. “Não a menos que eles tentem te machucar.”
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