O cara mais popular da escola me convidou para o baile só para ele e a rainha do baile me humilharem na frente de todo mundo – mas a minha resposta deixou os dois sem palavras.

O cara mais popular da escola me convidou para o baile, e eu ignorei todos os sinais de alerta porque minha mãe queria que eu tivesse uma noite linda. Então entrei no ginásio, vi a rainha do baile em seu braço e soube que havia caído em uma armadilha. Mas eu tinha uma coisa que eles nunca esperavam.

 

A lavanderia zumbia nas manhãs de sábado, um batimento mecânico constante sob o zumbido das luzes do teto. O cheiro de detergente tinha impregnado meu cabelo, meu jeans, minha pele, e eu havia parado de tentar lavá-lo anos atrás.

 

Dobrava a camisa de um estranho e ouvia a Tia Rosa contar moedas no balcão da frente.

“Ivy, querida, tem certeza de que não quer fazer uma pausa?” ela chamou.

“Estou bem,” eu disse. “O turno da mamãe costumava ser mais longo que este.”

 

A boca da Tia Rosa se apertou do jeito que sempre fazia quando eu mencionava minha mãe.

 

Mamãe havia passado quinze anos esfregando pisos no hotel do centro. Quinze anos de joelhos doloridos e ônibus noturnos para que eu tivesse cadernos novos todo agosto. Três meses atrás, sua tosse se transformou em algo pior, e o hospital virou sua segunda casa.

 

Depois do meu turno de meio período após a escola, caminhei seis quarteirões para vê-la. Ela estava mais magra do que na semana passada, mas sorriu quando empurrei a porta.

“Aí está minha menina,” ela sussurrou.

“Oi, mamãe.”

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