Minha prima Lorraine ligou, cuidadosa como um gato sobre vidro.
“Margaret, querida, Diane mencionou o casamento. Ela chamou de festa de piedade para idosos. Só queria saber como você está.”
A tia Bev também ligou, cheia de pena disfarçada de preocupação.
“Você tem certeza sobre esse homem, querida? Diane diz que ele nem tem casa própria.”
Cada conversa corroía um pouco de mim.
Uma noite, sentei-me na beira da cama e chorei de um jeito que não chorava desde que meu pai morreu.
Daniel me encontrou lá. Sentou-se e segurou minha mão.
“Fale comigo, querida.”
“Talvez ela esteja certa. Talvez eu esteja sendo tola. Um vestido de noiva na minha idade. Oitenta convidados olhando para uma noiva com raízes grisalhas.”
“Margaret, olhe para mim.”
Olhei.
“Deixe ela falar. Pessoas como Diane sempre ficam sem palavras, eventualmente.”
“Mas e se eu caminhar pelo corredor e todos pensarem o que ela disse?”
Um sorriso lento e misterioso cruzou o rosto de Daniel.
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