“Diane, tenho novidades. Daniel pediu minha mão! Vamos nos casar na primavera.”
Houve uma pausa. Então ela riu. Alto, cortante, do tipo que arranha.
“Margie, querida. Você não pode estar falando sério!”
“Estou falando sério. Escolhemos a data.”
“Você tem 56 anos! E ele é um faz-tudo. Um velho falido. Querida, isso é apenas triste.”
Meus dedos se apertaram na borda da mesa até doer.
“Daniel é gentil. Ele me faz feliz.”
“Ele te faz não se sentir sozinha. Isso é diferente. Você está se conformando porque tem medo de morrer sozinha naquele apartamento pequeno.”
Não tive resposta. Então desliguei.
Em uma semana, as ligações começaram.
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