"Então explique para mim."
"Não posso. Não pelo telefone."
Ri amargamente. "Claro que não. Você sussurrou com ela por anos, atrás de portas fechadas. Não sou estúpida. Vi o que estava acontecendo."
"Emily, por favor."
"Você a convenceu? Disse que eu não merecia nada?"
"Jamais."
"Então por que você ficou com o dinheiro dela?"
A linha ficou silenciosa. Depois, um pequeno suspiro.
"Porque ela me pediu para cumprir uma promessa. Isso é tudo o que posso dizer."
Desliguei. Minhas mãos tremiam tanto que o telefone caiu sobre o cobertor.
Pensei em contestar o testamento. Pensei em ligar para todos os advogados da cidade. Então lembrei que mal podia pagar o aluguel.
Chorei até adormecer com as roupas ainda vestidas.
Na manhã seguinte, uma batida constante na porta me fez levantar. Abri para encontrar o Sr. Bennett na pequena escada, um envelope na mão.
"Senhorita," disse ele suavemente. "Sua avó deixou instruções específicas para que eu entregasse isto a você nesta data exata. Não um dia antes."
"Mais instruções," murmurei. "Claro."
Ele estendeu. "Acho que você deveria abrir sozinha."
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