— Alô? Alô?! — gritei.
A ligação continuou aberta.
Liguei para o 112 e informei o endereço dele, depois peguei minhas chaves.
A viagem até aquela cidade pareceu durar o dobro do normal.
Quem era aquele homem? Por que ele estava esperando meu avô ligar? Por que a voz dele quebrou quando eu disse meu nome?
Virei na rua dele no exato momento em que a ambulância estava se afastando.
Um pequeno grupo de vizinhos estava no gramado da frente sob a luz do fim da tarde. Uma mulher mais velha, de cardigan verde, me olhou quando saí do carro.
— O que aconteceu? — perguntei, apressada.
— O coração dele — disse a mulher. — Ele desmaiou. Levaram o Simon.
Fiquei parada por um instante, depois subi os degraus da varanda.
Havia um galo de cerâmica ao lado da porta, com uma pequena lasca em uma das asas.
A porta estava destrancada. Empurrei e entrei.
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