Apertei o aparelho com as duas mãos.
— Não. Eu sou a neta do Robin.
Silêncio.
— Meu avô faleceu na semana passada — acrescentei.
Outra longa pausa.
Então ouvi um som baixo, quebrado, vindo de algum lugar profundo no peito do homem.
— Desculpe — entrei em pânico. — O senhor está bem?
— Não.
Perguntei onde ele morava. O homem me deu um endereço em uma cidade a cerca de cinquenta minutos dali.
Eu estava prestes a perguntar como ele conhecia meu avô quando algo aconteceu do outro lado da linha.
Um estalo seco. Depois um baque pesado.
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