Meu avô manteve um número de telefone escondido na carteira por mais de trinta anos — quando finalmente liguei para ele após sua morte, a voz do outro lado da linha me fez congelar

Apertei o aparelho com as duas mãos.

 

— Não. Eu sou a neta do Robin.

 

Silêncio.

 

 

 

— Meu avô faleceu na semana passada — acrescentei.

 

Outra longa pausa.

 

Então ouvi um som baixo, quebrado, vindo de algum lugar profundo no peito do homem.

 

— Desculpe — entrei em pânico. — O senhor está bem?

 

— Não.

 

Perguntei onde ele morava. O homem me deu um endereço em uma cidade a cerca de cinquenta minutos dali.

 

Eu estava prestes a perguntar como ele conhecia meu avô quando algo aconteceu do outro lado da linha.

 

Um estalo seco. Depois um baque pesado.

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