Alejandro ajoelhou-se em frente à criança.
—Agora, se ela permitir e se você quiser, eu posso aprender a ser um deles.
Darío descobriu por um instante.
—Você pode começar amanhã.
Inés cobriu a boca para não chorar.
Um ano depois, a Fazenda Santa Rosalía já não se parecia com um mausoléu. As portas da estufa foram abertas. Dom Ernesto passando as tardes ao sol. Dona Remédios tinha um quarto ao lado do pátio. Os trabalhadores receberam melhores resultados e Alejandro tornou-se contas transparentes para todos os sócios.
Inés voltou, mas não como uma garota humilde que pediu permissão para existir. Ela voltou como a mulher que havia sobrevivido e que agora caminhava pela casa sem baixar o olhar. Alejandro nunca mais a chamou de sua. Aprenda a dizer “minha companheira” com respeito.
Certa manhã, Darío correu pelos vinhedos com seu carrinho de madeira consertado. Inés o observava da varanda. Alejandro se moveu lentamente.
—Não sei se algum dia você será capaz de me perdoar por tudo.
Ela olhou para as fileiras de uvas sob o sol.
—Nem tudo é perdoado de uma vez. Algumas coisas bloqueiam o trabalho, como a terra.
—Então eu vou trabalhar.
Inés finalmente olhou para ele. Não havia mais ódio em seus olhos, embora as cicatrizes ainda permanecessem.
—É isso que eu quero ver.
Alejandro mal.
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