"Por três meses depois que Theo nasceu, eu fiquei pensando que você voltaria. A cada batida na porta. A cada vibração do meu telefone. Eu dizia a mim mesma que você só precisava de tempo. Então chegou o Natal."
Sua voz falhou.
"Ele tinha oito meses. Ele tinha acabado de aprender a engatinhar. Ele ficava tentando pegar as luzes da árvore. E eu percebi que estava olhando mais para a porta do que para ele. Foi naquele dia que parei de esperar."
Elliot inclinou-se para a frente, com os cotovelos nos joelhos e as mãos tão apertadas que doíam.
"Pensei em ligar."
"Isso não adianta."
"Eu sei."
"Eu precisava que você voltasse para casa, Elliot. Não que pensasse nisso. Não que mandasse dinheiro. Não que pedisse aos advogados para garantir que a papelada estivesse em ordem. Eu precisava que você entrasse pela porta."
Theo choramingou enquanto dormia.
Instintivamente, ambos se viraram.
Pela primeira vez, moveram-se ao mesmo tempo em direção ao filho.
Na tarde seguinte, Theo recebeu alta com instruções, medicamentos e um aviso severo do Dr. Reeves para descansar. Elliot carregava a bolsa de fraldas porque não fazia ideia do que mais fazer, e Sienna permitiu porque parecia cansada demais para discutir.
No estacionamento, Theo se animou ao ver o Tesla de Elliot.
"Carro brilhando", anunciou.
"Sim, amigão", disse Elliot. "Muito brilhando."
"Ônibus?" Theo perguntou esperançoso.
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