Então, um minuto depois: Eu sei o que fazer com isso.
Fiquei olhando aquela segunda mensagem até a tela apagar. Claro que ele sabia. Ele tinha sido o melhor amigo dela durante tudo aquilo. Ele tinha visto corredores que eu só ouvi por rumores. Ele já estava construindo os ossos do vestido. Agora tinha encontrado o coração.
Na manhã do sexto dia, cometi o erro de ligar para a loja de sapatos na cozinha.
“Tamanho 38, marfim, salto baixo”, eu disse ao telefone. “Para o baile, sim.”
Quando me virei, Hazel estava na porta.
“O que você está fazendo?”
“Hazel—”
“Eu mandei você parar.” A voz dela quebrou. “Eu disse pra parar. Por que você não me escuta?”
“Querida—”
“Você continua tentando me puxar de volta para quem eu era. Ela morreu, mãe. Ela morreu quando Mason morreu. Por que você não aceita isso?”
“Porque eu amo quem você é agora também”, eu disse, e minha voz tremia. “Eu te amo aqui na cozinha. Eu te amo nesse moletom. Só quero que você tenha uma noite.”
“Para quem?” ela gritou. “Para você? Para ele?”
Ela bateu a porta com tanta força que os quadros tremeram.
Fiquei ali com o telefone ainda na mão.
Quase liguei para Eli naquele momento. Quase atravessei o gramado e disse para ele parar, que eu tinha errado, que estava arrependida pelos dedos dele.
Em vez disso, fui.
A mãe dele me deixou entrar sem dizer uma palavra e apontou para a escada.
Empurrei a porta do quarto dele.
Ele estava dormindo na máquina de costura, o rosto encostado na mesa, uma mão ainda segurando um carretel de linha. Minhas fotografias estavam impressas e espalhadas pelo chão ao lado dele, nomes circulados a lápis. O vestido estava num manequim atrás dele.
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