“Tem mais um lugar. O bonito na Maple.”
“Mãe.”
“Só mais um, querida.”
O antigo apelido quase saiu, mas eu segurei antes que pudesse feri-la. Aquela palavra pertencia a Mason. Só a Mason.
A boutique na Maple tinha um vestido na vitrine que eu já tinha imaginado nela. Marfim, suave, romântico. Hazel ficou em frente ao vidro por um longo momento e então, numa voz que eu não ouvia há um ano, perguntou: “Posso experimentar o da vitrine?”
A vendedora a examinou lentamente, o canto da boca se contraindo.
“Acho que isso não vai dar certo pra você, querida. Você é grande demais.”
Foi só isso. Sem suavizar. Sem desculpa.
Hazel não chorou. Não discutiu. Ela se virou, saiu pela porta e entrou no banco do passageiro do meu carro. Eu a segui, com as mãos tremendo na chave.
“Hazel, sinto muito. Vou voltar lá e—”
“Dirige, por favor.”
“Querida—”
“Por favor. Só dirige.”
Ela ficou olhando para frente o caminho inteiro. Eu olhava para ela de vez em quando, esperando a quebra, as lágrimas, qualquer coisa. Nada veio. Isso me assustou mais do que choro teria assustado.
Ela entrou em casa, subiu as escadas e fechou a porta do quarto. Ouvi a fechadura clicar.
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