Subi atrás dela. Sentei no chão do lado de fora do quarto, as costas contra a madeira.
“Hazel. Abre a porta. Por favor.”
“Eu não vou ao baile, mãe.”
“Querida, a gente pode encontrar algo. Podemos costurar algo, podemos—”
“Mãe. Para.” A voz dela era plana, exausta. “Eu não vou. Por favor, para de tentar.”
Apoiei a testa na porta e chorei o mais silenciosamente possível. Eu tinha enterrado um filho. Eu podia sentir a segunda escapando pelo vão embaixo da porta, e não fazia ideia de como segurá-la.
Não sei quanto tempo fiquei ali. Tempo suficiente para minhas pernas adormecerem. Tempo suficiente para a luz do corredor mudar.
Alguns dias depois, houve uma batida.
Abri a porta de roupa de ontem. Eli estava na varanda com um moletom desbotado, segurando um pequeno caderno contra o peito. Parecia nervoso. Também parecia decidido, o que era novo nele.
“Senhora Mave. Posso falar com a senhora aqui fora?”
Saí para a varanda e fechei a porta atrás de mim.
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