Eu não deveria estar em casa. Voltei apenas para pegar o inalador do meu filho e acabei ouvindo meu marido, com toda calma, dizendo à mãe dele que iam vender nossa casa — sem me incluir. Eles achavam que eu iria entrar em pânico, chorar e aceitar. Mas, pelo visto, escolheram a mulher errada.
Não deveria estar em casa. Esse pensamento não para de se repetir na minha cabeça, uma e outra vez, como se tentasse reescrever todo o dia. Tudo antes daquele momento tinha sido normal. Dolorosamente normal.
Peguei meus filhos na escola. Emma, onze anos, bateu a porta do carro com força e começou a reclamar de como sua professora de matemática era injusta.
Leo, sete anos, entrou no banco quieto, já tossindo um pouco por causa da mudança de clima.
— Você tem seu inalador? — perguntei, olhando pelo espelho.
Ele acenou com a cabeça. Pelo menos, foi o que eu pensei.
Íamos passar algumas horas na casa da minha irmã Rachel. Mark tinha mencionado antes que a mãe dele viria nos visitar.
— Só chá — disse ele casualmente, mexendo no celular.
Que, no “idioma da Helen”, geralmente significava uma inspeção.
Para ver as instruções de preparo completas, vá para a próxima página ou clique no botão Abrir (>) e não se esqueça de COMPARTILHAR com seus amigos no Facebook.
