Eu não tinha energia para esse tipo de visita. As crianças discutiam sobre quem escolheria o desenho na casa da tia Rachel, quando algo me atingiu. Com força.
— Espera — disse, desacelerando o carro. — Leo, cadê seu inalador?
Ele parou.
— Acho que… deixei na minha mesa.
Meu estômago se contraiu instantaneamente. Olhei para o relógio. Avaliei a distância. Testei minha paciência.
— Vamos voltar rapidinho — disse, já virando o carro. — Fiquem presos, vou ser rápida.
Emma resmungou:
— Mãe, vamos nos atrasar.
— Tudo bem. Isso é importante.
Estacionei em frente à casa e subi as escadas correndo, chaves na mão. Entrei silenciosamente, mais por hábito do que por intenção.
E foi aí que percebi. A casa não estava vazia.
Mas também não estava barulhenta. Nenhuma TV ligada. Nenhuma panela batendo. Apenas vozes. Daquelas vozes que as pessoas usam quando não esperam que ninguém ouça.
Desacelerei sem perceber.
A voz de Helen veio primeiro, cortante e impaciente:
Para ver as instruções de preparo completas, vá para a próxima página ou clique no botão Abrir (>) e não se esqueça de COMPARTILHAR com seus amigos no Facebook.
