“Eu sou dona da administradora”, repeti, soletrando seu destino. “Eu sou dona da casa. Eu sou dona da rua. Eu sou dona da construtora que construiu o loteamento.” E, nesta manhã, minha equipe jurídica comprou a dívida pendente do financiamento do carro da sua irmã.”
Greg soltou um suspiro sufocado. Cambaleou para trás, batendo com a coluna na mesma parede contra a qual me empurrara três dias atrás.
“Você está mentindo”, sussurrou, mas o terror absoluto em sua voz o traiu. Ele sabia que era verdade.
“Você me disse para arrumar minhas malas, Greg”, sussurrei, a certeza da frase soando como um toque de finados. “Você me disse que eu tinha até domingo. Bem, é domingo. Olhe pela janela.”
Greg deixou o telefone cair. Suas mãos tremiam violentamente. Ele correu para a sala de estar, agarrando as persianas e arrancando-as.
A rua suburbana não estava mais silenciosa.
Duas viaturas da polícia local com luzes azuis piscando estavam estacionadas horizontalmente, bloqueando a entrada da garagem. Atrás delas, um enorme caminhão blindado preto de segurança privada ostentava o logotipo da Apex Holdings. Quatro seguranças particulares, fortemente armados e enormes, saíam do veículo, desenrolando pesados rolos de fita amarela de despejo.
E estacionada logo atrás do caminhão de segurança, uma enorme escavadeira Caterpillar amarela, com o motor roncando, aguardava o sinal para arrasar seu reino roubado.
Capítulo 5: A Demolição
As três horas seguintes foram uma sinfonia caótica e humilhante de destruição absoluta para os irmãos dourados.
Os policiais não bateram educadamente. Eles socaram a porta, exigindo obediência imediata. Quando Greg abriu, balbuciando mentiras desesperadas sobre direitos de inquilino e sua irmã grávida, Os policiais simplesmente apontaram para a ordem de despejo de emergência, assinada por um juiz e irrefutável, e para as licenças de demolição.
“O senhor tem exatamente quinze minutos para reunir todos os seus pertences pessoais que conseguir carregar”, declarou o policial responsável, colocando a mão no cinto de serviço. “Depois disso, o senhor será retirado à força por invasão de propriedade privada.”
Chloe saiu do quarto principal, vestindo um pijama de seda, com o rosto tomado por uma expressão de fúria e incompreensão.
A indignação era crescente. “Você não pode fazer isso! Estou grávida! Eu tenho direitos! Greg, faça alguma coisa!” ela gritou, dando um tapa no braço do irmão.
“Eu não posso!” Greg gritou de volta, seu próprio pânico se transformando em histeria. “Ela é dona! Maya é dona de toda a maldita empresa!”
Chloe o encarou, a realidade da situação finalmente penetrando seu crânio duro. A esposa “boba” que eles haviam zombado e expulsado era, na verdade, uma proprietária multimilionária, e eles acabavam de lhe dar a munição legal para destruí-los.
A aliança tóxica entre os irmãos se rompeu violentamente. Chloe não ofereceu apoio ao irmão; ela se voltou contra ele como um rato encurralado.
“Seu idiota!” Chloe rugiu, empurrando Greg com força contra a parede. “Você me disse que a casa era segura! Eu quebrei meu contrato de aluguel por causa disso! Você agrediu uma bilionária, seu lixo estúpido! Onde eu vou morar?!”
“Cale a boca e faça as malas!” Greg chorava, enchendo freneticamente sacos de lixo com roupas, lágrimas de puro terror e humilhação escorrendo pelo rosto.
Quinze minutos depois, foram escoltados para fora da casa pelos seguranças armados. Vestiam calças de moletom e carregavam sacos de lixo cheios de roupas, completamente despojados de sua dignidade. Foram conduzidos pela entrada da garagem, humilhados publicamente diante de todos os fofoqueiros da vizinhança que saíram para assistir ao espetáculo.
Ficaram parados na calçada, tremendo no ar frio da manhã, sem-teto, profundamente endividados e completamente isolados.
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