Minha avó interveio. —Lisa, você não precisa se precipitar—
Não esperei que me impedissem. Peguei minha bolsa do gancho perto da porta e segui em frente, empurrando a cadeira antes que pudessem dizer mais alguma coisa.
Porque o que quer que Daniel estivesse escondendo, eu não ia ouvir de mais ninguém.
—Lisa, espere! — chamou minha avó.
—Eu volto — respondi, já descendo a rampa da varanda.
Chamei um carro assim que cheguei à calçada. Enquanto esperava, abri meus contatos e procurei alguém que pudesse ajudar.
Jake.
Ele e Daniel eram próximos desde o ensino fundamental.
Ele atendeu no terceiro toque. —Oi, Lis.
—Preciso do endereço do Daniel. Agora.
Houve uma pausa. —Por quê?
—Por favor, Jake. Não tenho tempo para explicar.
Outra pausa. Então: —Tá… tudo bem. Espera aí.
Jake me passou o endereço exatamente quando meu carro chegou.
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