"Quero que as duas meninas tenham vestidos bonitos", disse ele, alcançando a carteira. "Alexis, pega isso e escolhe algo para cada uma."
Ele contou as notas devagar e deslizou pela mesa. Alexis cobriu a mão dele com a dela e apertou.
"Claro, Mark. Vou achar algo perfeito para as duas."
Ela olhou para mim quando disse isso, e pela primeira vez sorriu para mim como se eu fosse filha dela.
Era algo tão pequeno, mas senti uma fagulha de emoção, do tipo que eu deveria saber que não podia confiar.
"Obrigada, Alexis," disse eu.
"Claro, querida," disse ela casualmente.
Fui para a cama naquela noite pensando que Alexis finalmente estava tentando.
Estava quase dormindo quando ouvi algo… parecia passos no sótão. Escutei por um momento, mas não ouvi mais nada.
Na noite seguinte, Alexis chegou em casa carregando duas capas de roupas longas sobre o braço.
Uma das capas estava um pouco inchada, sugerindo uma saia rodada, talvez. A outra pendia de forma tão mole que parecia vazia.
"Experimentem, meninas," disse ela. "Quero ver suas expressões."
A fagulha de esperança que eu carregava desde o dia anterior morreu no instante em que deszipper a capa de roupas no meu quarto.
O leve cheiro de naftalina subiu quando levantei o vestido. Era de um dourado mostarda apagado, o tecido rígido e levemente desbotado, o corte nada parecido com o que as meninas usavam naquele ano.
Brianna já tinha rasgado o seu do outro lado do corredor, gritando de alegria.
"Mãe, é perfeito! Oh meu Deus, olha só!"
Ouvi o farfalhar do tecido caro, depois seus passos retumbando em direção ao meu quarto.
Ela parou na minha porta, vestindo um vestido longo azul-gelo que brilhava sob a luz. O corpete era bordado. A saia caía como água.
Brianna olhou para o meu vestido e explodiu em risadas.
"Oh não. Oh não, não, não. Mãe, você precisa ver isso."
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