Afastei-me um passo.
— Ninguém me falou sobre documentos.
— É procedimento padrão. Entregue tudo que ele deixou para trás. Arquivos, cartas, pacotes. — Ele assentiu para a caixa. — Inclusive isso.
Apertei mais firme.
— Isso foi entregue a mim. Pessoalmente.
— Então foi entregue por engano.
— O entregador tinha meu nome na lista, Sr. Sterling. Graham providenciou isso pessoalmente.
Seu maxilar tremeu. Por um momento, sua máscara polida deslizou, e eu vi algo por baixo. Algo faminto.
— Alice, você é uma viúva de luto. Não está pensando com clareza. Me entregue a caixa e eu farei com que as pessoas certas a verifiquem.
— Não. — Minha voz saiu mais firme do que eu esperava. — Se Graham quisesse que você tivesse isso, teria enviado para seu escritório.
Ele se aproximou.
— Você não entende o que está segurando. Há assuntos empresariais sensíveis. Informações confidenciais que poderiam prejudicar a reputação da empresa se manuseadas incorretamente.
— A empresa que você disse estar sendo doada para caridade?
O silêncio dele me disse tudo.
Virei-me e caminhei em direção ao escritório, meu coração batendo forte contra as costelas. Atrás de mim, ouvi seus passos acelerarem.
— Alice, pare aí!
Entrei no escritório e fechei a porta com força. Minhas mãos tatearam a velha fechadura de bronze até ouvir o clique.
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