No topo, havia um bilhete dobrado com a letra familiar de Graham.
Alice, se você está lendo isso, então eu me fui. Sei que você tem muitas perguntas. Mas no fundo desta caixa, você encontrará o que realmente precisa. Confie em mim, meu amor. É muito melhor do que dinheiro.
Minhas mãos tremiam enquanto eu colocava o bilhete de lado e começava a vasculhar.
Meus dedos tocaram recibos quebradiços e fotografias desbotadas de Graham e eu, jovens e sem dinheiro, em frente ao seu primeiro hotel.
Lágrimas turvaram minha visão enquanto eu cavava mais fundo na caixa. O que quer que Graham quisesse que eu encontrasse, estava enterrado sob décadas de memórias.
Uma batida forte na porta da frente me fez pular.
Enxuguei os olhos e caminhei pelo corredor, ainda segurando a caixa contra o peito. Pela janela lateral, vi um carro prateado familiar na entrada.
Sr. Sterling.
Abri a porta apenas pela metade.
— O que você está fazendo aqui? — perguntei.
Ele passou por mim sem convite, seus sapatos polidos clicando no piso de mármore.
— Alice, precisamos conversar. Imediatamente.
— Você disse tudo o que precisava na leitura do testamento.
— Houve uma falha. — Seus olhos se fixaram na caixa em meus braços. — Graham deixou certos documentos aqui que pertencem ao espólio. Estou aqui para coletá-los.
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