Meu filho deu a antiga luva de beisebol de seu falecido pai a um menino que estava chorando atrás do supermercado – na manhã seguinte, 28 luvas estavam pregadas na nossa varanda, cada uma com uma foto numerada.

Então eu disse, com muito cuidado: “Miles, onde está a luva do seu pai?”

Ele congelou.

Depois olhou para o chão e torceu as alças da mochila nas mãos.

“Havia um menino atrás do supermercado.”

Achei que tinha ouvido errado. “Atrás do supermercado?”

Ele assentiu. “Ele estava sentado perto das lixeiras. Disse que era aniversário dele, mas o pai não apareceu. Ele perguntou se eu sabia jogar pega-pega.”

Já me senti mal.

Eu disse: “E você deu a luva para ele?”

Miles assentiu de novo.

“Ele estava chorando, mãe. Ficava dizendo que só queria saber como era sentir aquilo.”

Não soube o que dizer. Antes mesmo de tentar, Miles olhou para mim com os olhos cheios d’água e sussurrou: “O pai teria jogado bola com ele, né?”

Foi isso.

Eu o abracei e disse: “Sim. Teria.”

Miles chorou naquela noite porque sentia falta da luva. Não como birra. Mas daquele jeito silencioso e quebrado que crianças choram quando sabem que fizeram algo bom e isso ainda assim dói.

Depois que ele dormiu, sentei do lado de fora do quarto e pensei no que o luto faz com as crianças. Como ele pode torná-las estranhamente generosas. Como pode fazê-las dar a única coisa que mais querem guardar, porque alguém parece ainda mais triste.

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