Pisquei forte. "Fico feliz. Obrigada, mãe."
Nos abraçamos.
Lá fora, o carro que minha mãe havia reservado para mim estava esperando, seus faróis suaves contra o crepúsculo.
Reuni o cetim em uma mão, entrei no carro e fui cumprir minha promessa.
No momento em que atravessei as portas do ginásio, o ar mudou. As conversas diminuíram. Cabeças se viraram.
Eu esperava entrar despercebida, mas o cetim rosa empoeirado refletia a luz de um jeito quase chamativo.
Brielle me viu do outro lado do saguão. Ela já estava lá, com um sorriso convencido, como se tivesse ganho a rainha do baile antes mesmo da votação. Os brilhos do vestido deslumbrante dela cintilavam, e um pequeno círculo de amigas a rodeava como uma corte.
Brielle atravessou o salão antes que eu chegasse à mesa do ponche, seguida por seu séquito.
Ela me olhou da cabeça aos pés na frente da turma do último ano.
"Oh meu Deus," disse ela, com a voz ecoando. "O Goodwill perdeu uma cortina?"
Suas amigas riram na hora certa.
Tentei contorná-la, apertando a pequena bolsa que minha mãe me emprestou. Brielle se moveu comigo, inclinando a cabeça como se estudasse um animal estranho.
"Espera, não," disse ela. "Você parece uma princesa do lixo!"
A risada se espalhou ainda mais. Senti o calor subir pelo meu pescoço e florescer nas minhas bochechas.
Mantive o queixo firme e disse a mim mesma: uma música, apenas uma música por vovó Ruth.
Então Brielle se inclinou, perto o suficiente para que eu sentisse o perfume dela, mas manteve a voz alta o suficiente para que todos ouvissem.
"Ou talvez o fantasma da vovó."
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