Sempre que eu chegava em casa chorando, ela se sentava ao meu lado e dizia: “Um dia, você vai se ver como eu te vejo.”
Eu sempre resmungava em resposta.
Então ela completava: “E um dia, todo mundo vai ver também.”
Eu achava que ela dizia isso porque precisava.
Agora eu não tinha certeza.
“E se eles ainda me virem como ela?” eu perguntei.
O rosto da minha mãe suavizou. “Eva, aquela menina também merecia gentileza.”
Minha garganta apertou.
Ela apontou para a tela. “Solta esse cardigã.”
“Mãe.”
“Solta.”
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