“Eu não vou”, ela disse.
“Querida.”
“Mãe, por favor. Não.”
Ela se virou e subiu as escadas. A porta do quarto se fechou suavemente, o que de alguma forma doeu mais do que uma batida.
Fiquei no balcão, segurando aquele folheto rosa, e pensei em Richie. Todos os anos, sem falhar, ele comprava para Mia um pequeno buquê de cravos cor-de-rosa. Ele batia na porta dela como um cavalheiro buscando um encontro.
“Senhorita Mia”, ele dizia, fazendo uma reverência, “sua carruagem a espera.”
Ela sempre ria, cobrindo o rosto com as mãos.
Subi as escadas e bati na porta dela.
“Mia? Posso entrar?”
“Pode.”
Ela estava encolhida na cama, abraçando o antigo moletom da academia do pai. Sentei ao lado dela e afastei seu cabelo do rosto do jeito que ele fazia.
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