Depois que meu marido faleceu, fui ao baile da escola de pai e filha no lugar dele – os colegas da minha filha riram até que cinco policiais entraram no salão.

“Eu não vou”, ela disse.

“Querida.”

“Mãe, por favor. Não.”

Ela se virou e subiu as escadas. A porta do quarto se fechou suavemente, o que de alguma forma doeu mais do que uma batida.

Fiquei no balcão, segurando aquele folheto rosa, e pensei em Richie. Todos os anos, sem falhar, ele comprava para Mia um pequeno buquê de cravos cor-de-rosa. Ele batia na porta dela como um cavalheiro buscando um encontro.

“Senhorita Mia”, ele dizia, fazendo uma reverência, “sua carruagem a espera.”

Ela sempre ria, cobrindo o rosto com as mãos.

Subi as escadas e bati na porta dela.

“Mia? Posso entrar?”

“Pode.”

Ela estava encolhida na cama, abraçando o antigo moletom da academia do pai. Sentei ao lado dela e afastei seu cabelo do rosto do jeito que ele fazia.

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