Só a paz.
Sua empresa se expandiu internacionalmente depois que ela reformulou o conselho administrativo e removeu todos os executivos ligados aos esquemas de Sebastian.
Pela primeira vez em anos, o negócio pertencia inteiramente a ela.
Não emocionalmente.
Legalmente.
Completamente.
Com segurança.
Aos domingos de manhã, ela caminhava até uma pequena cafeteria perto de Beacon Hill, onde ninguém sabia seu sobrenome ou se importava com antigos escândalos.
Às vezes, ela trabalhava junto à janela durante horas sem falar com ninguém.
E ela adorou.
Em uma tarde chuvosa, chegou uma carta.
Escrito à mão.
De Sebastian.
Não da prisão — ele já havia sido libertado sob supervisão após cooperar com os investigadores e vender quase tudo o que possuía para restituir o valor pago.
A carta dizia:
“Você me perguntou uma vez o que eu realmente trouxe para sua vida além de promessas caras.”
Acho que finalmente sei a resposta.
Dor.
Mas talvez a dor também tenha significado, se ela ensinar a alguém o que destruiu.
Já não espero perdão.
Só espero que um dia, as suas lembranças de mim parem de doer.”
Victoria dobrou a carta com cuidado.
Em seguida, ela o colocou dentro de uma gaveta já cheia de documentos judiciais, fotos de casamento, registros de imóveis e papéis de divórcio assinados.
Não porque ela sentisse falta dele.
Mas porque curar-se às vezes significa guardar provas do que você sobreviveu.
Naquela noite, ela sentou-se junto à janela enquanto a neve começava a cair sobre a cidade.
Sua assistente ligou para confirmar um novo contrato internacional, ainda mais valioso do que o acordo que ela havia assinado na noite em que seu casamento desmoronou.
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