A família bilionária riu do CEO pai solteiro — então ele fechou o laptop e se afastou da armadilha de 900 milhões de dólares.

“Isso foi planejado.”

David sentou-se à sua frente.

“Eles sempre fariam isso. Se você aceitasse, diriam que o salvaram de suas limitações. Se resistisse, diriam que suas limitações provaram a necessidade de salvá-lo.”

Lucas olhou para a cidade além das persianas.

“O que você acha que eu devo fazer?”

David não respondeu imediatamente.

Era por isso que Lucas confiava nele.

“Acho que 900 milhões de dólares é muito dinheiro”, disse David. “Acho que alguns funcionários receberiam liquidez que mudaria suas vidas. Acho que a expansão se tornaria mais fácil. Acho que a imprensa gosta de uma história de aquisição sem complicações. Acho que todos os argumentos práticos apontam para uma única direção.”

Lucas esperou.

“E acho que, se você permitir que eles o removam educadamente, a empresa perde aquilo que pensa estar comprando.”

“Meu ego?”

“Não”, disse David. “O motivo pelo qual as pessoas confiam em nós.”

Às 9h54 da manhã seguinte, Lucas e David saíram do elevador da Torre Hawthorne.

A recepcionista acenou com a cabeça novamente.

Desta vez, Lucas retribuiu o aceno.

Não porque ela tivesse conquistado simpatia.

Porque ele se recusava a deixar que o prédio definisse seu tamanho.

A sala de reuniões estava exatamente igual. Os mesmos copos de água. As mesmas cadeiras. O mesmo brilho frio na mesa. Charles, Vivian e Daniel já estavam sentados, como se tivessem permanecido ali a noite toda esperando que ele se tornasse razoável.

“Sr. Bennett”, disse Charles. “Espero que o senhor tenha aproveitado bem a noite.”

“Sim, eu fiz.”

“Então não vamos perder tempo um com o outro.”

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