No lugar deles, havia apenas um guardanapo com uma mensagem rabiscada:
“Serviço horrível. A garçonete vai pagar a nossa conta.”
A conta total era de 850 dólares.
Fiquei encarando o guardanapo, com as mãos tremendo, enquanto uma onda de náusea me atingia. A ousadia daquilo me deixou sem ar. Como alguém podia ser tão cruel?
Forcei meu corpo a se mover antes que eu começasse a chorar, apertando o guardanapo na mão. Minhas pernas pareciam de gelatina enquanto eu caminhava até o Sr. Caruso, o gerente, que estava conferindo outra mesa.
Ele levantou o olhar assim que me aproximei, com uma expressão de preocupação suavizando seu rosto normalmente rígido.
— Erica, o que aconteceu? — perguntou calmamente.
Eu estendi o guardanapo com a mão ainda trêmula.
— Eles foram embora — sussurrei, com a garganta apertada. — Eles… não pagaram.
Ele pegou o papel e leu, levantando levemente as sobrancelhas.
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