Lily tinha me mandado mensagem naquela manhã: “Não vou conseguir ir. Tentei, mas peguei dois turnos. Por favor, diga à Jean que eu amo muito ela e vou compensar depois. 😣”
“Eu cubro você 🫂”, respondi. “Não se preocupa! Vou levar um buquê enorme das duas.”
Passei para comprar lírios stargazer no caminho, a flor favorita de Jean. Custou 30 dólares que eu não tinha de verdade, mas Jean tinha ficado — isso significava alguma coisa. Além disso, precisava ser impressionante o suficiente para Lily não se meter em problemas.
A porta da frente estava destrancada quando cheguei.
Quase chamei por alguém, mas então ouvi sua voz na cozinha, naquele tom alegre que ela usava só quando achava que ninguém estava ouvindo.
Parei no corredor porque não queria interromper.
Então ouvi meu nome. Espiei na cozinha e a vi falando ao telefone, de costas para mim.
“… só a Anna. A outra me mandou uma mensagem chorosa dizendo que não podia vir.” Ela riu. “Eu as treinei bem, te digo. Elas são tão desesperadas para agradar que se jogariam no fogo para me manter aquecida.”
Uma pausa. Longa o suficiente para eu me impedir de gritar. Então mais risadas.
“Meu Deus”, ela suspirou. “Eu ainda não consigo acreditar que, em 15 anos, aqueles dois tolos nunca suspeitaram de nada. Fico pensando… como elas podem ser tão ingênuas? E eu ainda enganei a mãe patética delas. Ela não faz ideia de que—”
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