Mark engoliu em seco.
— Linda…
— Por que — repeti devagar — vocês acham que eu não tenho escolha?
E naquele momento, parada ali com o coração disparado e meus filhos esperando no carro, percebi algo aterrorizante. Aquilo não era um mal-entendido.
Aquilo era um plano.
E tinha sido feito sem me consultar.
Mark me encarava como se tentasse rebobinar os últimos dez segundos para entender como eu havia acabado ali. Como se eu tivesse aparecido na sala por um erro do sistema.
Então ele fez o que sempre fazia quando se sentia exposto: suavizou.
— Linda — disse, cuidadoso, baixando a voz — você não está entendendo isso direito.
— Claro que não está — Helen zombou. — Ela nunca escuta direito.
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