— Tem certeza de que não quer verificar a lista? — perguntou ela calmamente.
— Tenho certeza — respondeu ele. — Tenha uma boa noite.
A multidão riu novamente. Marcus fez um gesto para que ela saísse da frente.
Margaret apenas assentiu. Não discutiu.
Simplesmente se afastou da entrada e virou-se, o casaco bege roçando suavemente seus tornozelos enquanto caminhava. Dezenas de olhos a acompanharam, e então a fila seguiu adiante, como se o momento já tivesse sido esquecido.
Mas Margaret não foi em direção à rua. Ela contornou a esquina do prédio, passou pelo brilho intenso da fachada iluminada e entrou na estreita sombra entre a sala de concertos e o beco ao lado.
Seus passos agora eram mais lentos, mas firmes.
Passou por uma pequena porta de madeira com a placa “somente funcionários”, depois outra. Na terceira porta, meio escondida atrás de um antigo cano de serviço, ela parou.
Sua mão enluvada tocou a maçaneta de bronze, gasta por décadas de uso. Fechou os olhos por um instante, sentindo o metal frio na palma da mão.
— Eu cumpri minha promessa, Walter — sussurrou.
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