"Para o hospital."
Uma onda aguda de medo percorreu meu corpo. "O que aconteceu?"
"Luke não queria que você soubesse."
Meu corpo inteiro ficou gelado.
Patricia estacionou torto no estacionamento, o que me assustou mais do que qualquer outra coisa até agora, porque ela era o tipo de mulher que corrigia o estacionamento paralelo dos outros mentalmente.
Ela me conduziu pelas portas automáticas, por um longo corredor, passando pelo cheiro de antisséptico e café velho e famílias fingindo se manter compostas. Ela parou na frente de um quarto, e sua mão tremia na maçaneta.
"Laurel," ela sussurrou, sem me olhar. "Me desculpe."
Ela abriu a porta.
Luke estava na cama.
Eu não o reconheci de imediato. Ele estava tão magro que os cobertores pareciam pesados demais para ele. Seu rosto havia afinado. O cabelo havia sumido. Máquinas piscavam ao lado dele em ritmos silenciosos. Por um segundo, eu honestamente pensei que Patricia tinha me levado ao homem errado.
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