Todas as cabeças se viraram para a porta.
O Sr. Lewis estava ali, em um terno sob medida, calmo como água parada. Ele caminhou em minha direção sem pressa, e a multidão se abriu.
“Sua mãe me ligou e pediu para eu estar aqui esta noite, caso fosse necessário.”
O documento tremia em minha mão. Ele se virou, devagar e deliberadamente, observando a sala.
“Também sou proprietário do hotel onde sua mãe, Eleanor, trabalhou por quinze anos,” acrescentou. “Você deve se orgulhar muito dela, Ivy.”
Um silêncio percorreu o ginásio. A mão de Kenzie escorregou do braço de Carter.
“Crescemos no mesmo bairro,” continuou o Sr. Lewis. “Ela é uma das pessoas mais exemplares que já conheci.”
Ao fundo, um celular baixou.
Os olhos do Sr. Lewis se fixaram em Carter. O garoto que parecia tão confiante dez minutos atrás agora parecia encolher.
“Seu pai é meu parceiro de negócios,” revelou. “Vou falar com ele esta noite.”
Os lábios de Carter se abriram. Nada saiu.
Uma menina perto da mesa de ponche sussurrou, cobrindo a boca com a mão.
Kenzie ouviu e estremeceu.
O Sr. Lewis olhou para mim e depois para o papel em minhas mãos.
“Esta carta é uma bolsa integral e admissão na Whitfield University.”
O suspiro que percorreu a sala foi pequeno, mas eu senti na pele.
“Sento no conselho de curadores. Sua mãe se orgulha das suas notas há anos. Eu indiquei seu nome; o comitê analisou seus históricos e votou por unanimidade.”
Ele fez uma pausa. Depois olhou, devagar e firme, para Kenzie e Carter, e não disse mais nada.
O silêncio fez o trabalho que suas palavras poderiam ter feito.
O queixo de Kenzie caiu. Carter olhou para um arranhão no chão como se ele pudesse levá-lo para outro lugar.
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