Três batidas medidas.
Olhei pela janela lateral e vi Morgan parada na varanda, vestindo um casaco cor de camelo e segurando uma pasta de couro contra o peito. Por um breve segundo, senti um alívio imediato. Então me lembrei do nome na pasta.
Abri a porta, mas deixei a corrente trancada.
Os olhos de Morgan se estreitaram.
“Claire, deixe-me entrar.”
“Por que seu nome está associado a Harbor Finch?”
Uma ligeira mudança cruzou seu rosto. Não exatamente culpa. Calculista.
“Onde você viu isso?”
“Nas provas que você me enviou.”
A voz de Daniel crepitou pelo telefone atrás de mim.
“Claire? Quem está aí?”
Morgan o ouviu e ficou tenso.
“Ele está na linha?”
"Sim."
“Coloque-o no viva-voz.”
"Não."
Sua expressão se tornou tensa.
“Claire, não é isso que você está pensando.”
“Essa frase se tornou muito popular hoje em dia.”
Retirei a corrente e dei um passo para o lado, pois o medo já habitava minha casa há tempo demais, e eu estava cansada de deixar que ele ditasse minha postura. Morgan entrou, colocou a pasta sobre a mesa do hall e esperou enquanto eu colocava o telefone no viva-voz.
A respiração de Daniel ecoava pelo corredor.
Morgan falou primeiro.
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