No baile, apenas um garoto me convidou para dançar, enquanto todos os outros me ignoravam por eu estar em uma cadeira de rodas – na manhã seguinte, um policial bateu à minha porta e revelou a verdade sobre ele

—Claro. — Daniel pegou o celular e chamou um carro.

 

Quando chegamos à delegacia, avistei rapidamente um dos policiais, que se aproximou.

 

Pedi desculpas pelo meu comportamento anterior e expliquei que estava pronta para ouvir o restante da verdade.

 

—Está tudo bem, senhorita. Entendo sua reação. Viemos informar que encontramos o carro que causou o acidente através da placa que Daniel desenhou. O motorista foi preso, e o caso está sendo investigado mais a fundo.

 

Por um momento, não sabia o que dizer.

 

Todos aqueles anos.

Todo aquele silêncio.

 

Agradeci ao policial e pedi que mantivessem minha avó e eu informadas. Ele prometeu que fariam.

 

Do lado de fora da delegacia, me virei para Daniel.

 

—Você me salvou.

 

Ele balançou a cabeça. —Eu só fiz o que qualquer um teria feito.

 

—Não. Você não apenas fez isso. Você carregou tudo isso durante todos esses anos. E agora pode haver justiça pelos meus pais por sua causa, mais uma vez.

 

Daniel olhou para o chão.

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