Scout caminhava ao lado dela.
Ela atravessou o palco segurando-se com uma das mãos no cinto de segurança dele, recebeu seu diploma sem ajuda e sorriu na direção da minha voz quando gritei seu nome tão alto que a envergonharia para sempre. Foi um daqueles momentos que fazem você acreditar que, afinal, sobreviver pode ter se tornado viver.
Após a cerimônia, estávamos perto da lateral do ginásio tirando fotos. Scout estava calmo. Nora estava rindo. Então, notei um homem a uns dez metros de distância, parado perto da passarela com uma mochila a tiracolo, nos observando com aquela hesitação incerta que as pessoas têm quando querem se aproximar, mas sabem que provavelmente não deveriam.
Notei a presença dele porque ele já estava lá dez minutos antes, perto das arquibancadas.
Scout também o notou.
Seu corpo inteiro mudou.
Ele ficou rígido. Então, puxou com força na direção do homem.
“Nora, segure-o.”
“Eu sou.”
Então Scout latiu.
Não é um pequeno sinal de alerta. Não é um ruído que distraia.
Um latido de verdade.
Ele avançou novamente e Nora perdeu a coleira.
“Mãe?”
“Fique aí mesmo”, eu disse.
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