O juiz ergueu a sobrancelha.
“E quem seria?”
Eu me virei para a última fileira. Uma mulher de cerca de 30 anos se levantou nervosa.
As mãos dela tremiam um pouco enquanto caminhava até a frente.
“O nome dela é Sarah”, eu disse.
No momento em que ela ficou ao meu lado, eu soube que a verdade que carregávamos por anos finalmente viria à tona.
Vanessa riu com desprezo da cadeira.
“Ah, por favor”, disse. “Isso é ridículo.”
O juiz levantou a mão. “Vamos ouvir a testemunha.”
Sarah pigarreou.
“Há dez anos, eu fui quem ligou para o 911 na noite em que o marido da Vanessa morreu.”
A sala ficou em silêncio.
Vanessa se levantou de repente. “Meritíssimo, isso é absurdo! Eu nem conheço essa mulher!”
O juiz lançou um olhar duro. “Você terá sua chance de responder. Sente-se.”
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