Então peguei meu casaco. Ouvi alguém se mexer desconfortavelmente atrás de mim enquanto eu saía a passos firmes.
Só consegui chegar até o carro antes de chorar.
Não foram lágrimas discretas. Foi aquele tipo de choro em que o peito dói.
Fiquei ali, segurando o volante, repetindo em voz alta:
“Você não vai se quebrar por causa dessa garota. Não vai.”
Dirigi para casa. Troquei de roupa. Tirei o batom. Eu tinha acabado de esquentar uma sopa quando Daniel ligou.
A voz dele estava tensa:
“Mãe, o que aconteceu?”
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