— Você já sabe a resposta.
— Yesss! — ela comemorou.
Essa foi a última conversa normal que tive com minha filha.
Algumas horas depois, meu telefone tocou no trabalho.
Era a Miss Greenwood, e assim que ouvi o desespero na voz dela, soube que algo estava muito errado.
— Senhora Carter — ela disse rapidamente, sem cumprimentos — a Ava ficou muito doente durante a aula! A ambulância já a levou para o hospital!
Ela me disse o nome do hospital.
Eu já estava saindo antes mesmo dela terminar de falar.
Mark me encontrou na entrada do hospital, pálido e abalado.
— Ela vai ficar bem — ele repetia.
Eu acreditei nele, porque precisava acreditar.
Depois de quarenta minutos horríveis na sala de espera, o médico se aproximou com aquela expressão que só aparece quando uma vida está prestes a mudar para sempre.
— Sinto muito — ele disse com cuidado. — Ela teve uma reação alérgica grave. Fizemos tudo o que podíamos. Mas ela não sobreviveu.
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