Ela terminou a carta, dobrando-a ao meio como se algo dentro dela não pudesse se manter em pé, guardou o papel no bolso do casaco e saiu sem dizer uma palavra.
“Susan!” eu chamei.
Ela continuou andando. Corri atrás dela.
Susan conseguiu chegar até o carvalho do outro lado da rua antes que seu corpo cedesse. Curvou-se com as mãos nos joelhos e chorou com tanta intensidade que parecia doer. Não era um choro silencioso. Era aquele tipo de choro que nasce do colapso de anos de certezas de uma só vez.
Abracei-a antes que pudesse discutir.
“Cometi um erro terrível, Christie,” disse ela, encostando o rosto no meu ombro.
Os outros alcançaram-nos e formaram um círculo improvisado ao redor. Susan tirou a carta de Thomas do casaco e estendeu para mim, a mão tremendo.
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