Num domingo, Hazel entrou no meu carro em silêncio.
“Fim de semana difícil?”
“Papai ficou bravo porque o bebê chorou durante o programa dele.”
Tiara revirou os olhos. “Um bebê chorando? Chocante.”
“Tiara,” eu avisei.
Hazel mexeu na manga. “Clover chorou no banheiro.”
“Ele ajudou ela?”
Hazel balançou a cabeça. “Ele disse que ela precisava se resolver.”
Tiara ficou rígida. “Ele adora essa frase.”
Eu segurei o volante com mais força.
Eu não gostava da Clover. Ela sabia que ele era casado. Mas eu conhecia aquele tipo de solidão.
“Isso parece horrível,” eu disse.
Hazel franziu a testa. “Você sente pena dela?”
“Eu sei como é estar cansada e alguém agir como se isso fosse defeito.”
Hazel ficou em silêncio.
Uma manhã, dois anos depois de Eric ter ido embora, levei as duas meninas ao supermercado. Tiara já tinha dezesseis anos. Hazel queria pão de alho extra. Eu queria uma ida tranquila ao mercado.
Por um momento, eu me senti bem. No controle da minha vida de novo.
Então ouvi um bebê chorando perto das maçãs.
Não era um choro leve. Era alto, vermelho, desesperado, daqueles que fazem todo mundo olhar.
Uma voz cortante veio em seguida.
“Clover, você pode fazer o Toby parar de chorar? Estão olhando.”
Meus dedos apertaram o carrinho.
Eu conhecia aquela voz.
Tiara parou ao meu lado. Hazel bateu no carrinho e olhou pra cima.
“Mãe?”
Eu me virei.
Eric estava perto das maçãs, segurando um saco de bananas como se fosse jogar no chão.
Clover estava ao lado dele com o bebê no colo, o rosto molhado e vermelho.
O cabelo dela estava solto. Mancha de leite na roupa. Uma mão segurava o carrinho, a outra tentava acalmar o bebê.
Para ver as instruções de preparo completas, vá para a próxima página ou clique no botão Abrir (>) e não se esqueça de COMPARTILHAR com seus amigos no Facebook.
