Fui alvo de provocações durante toda a escola – no nosso reencontro de 10 anos, ninguém me reconheceu, então tirei proveito disso.

Ashley riu. “Gostei dela.”

 

Aquilo doeu.

 

Na escola, Ashley uma vez perguntou se meu rosto doía de parecer “daquele jeito”. Agora ela gostava de mim porque não sabia que eu era a mesma pessoa.

 

Então Madison chegou, alta o suficiente para fazer três mesas virarem a cabeça.

 

“Por favor me diz que você guardou um lugar pra mim”, ela disse, largando a bolsa ao lado do copo de Ashley.

 

Ashley sorriu. “Madison, conheça nossa nova amiga.”

 

Madison me analisou. “Bem, graças a Deus. Essa mesa precisava de ajuda.”

 

Eu sorri. “Noite difícil?”

 

“Reencontros são sempre difíceis”, disse Madison. “Muita gente fingindo que atingiu o auge depois da formatura.”

 

“Feliz em servir”, eu disse. “A maioria atingiu mesmo.”

 

Por alguns minutos, ela parecia normal. Falou de trânsito, trabalho e como era estranho ver todo mundo mais velho.

 

Então o organizador bateu no microfone.

 

“Pessoal, não esqueçam que nosso slide ‘Onde Eles Estão Agora?’ vai começar!”

 

Madison bateu palmas. “Isso vai ser incrível.”

 

O sorriso de Ashley desapareceu. “O que você enviou?”

 

“O vídeo mais engraçado.”

 

Brielle cobriu a boca. “Por favor me diz que não é o do segundo ano.”

 

Madison sorriu. “O do corredor.”

 

Minha mão apertou o copo.

 

“O da Evangeline?” perguntou Brielle.

 

“Sim!” disse Madison. “Eu tinha esquecido como aquilo era engraçado.”

 

Ashley se mexeu na cadeira. “Madison...”

 

“O quê?” disse Madison. “Qual é. Ela era praticamente o mascote estranho da turma.”

 

Coloquei o copo na mesa antes que o deixasse cair.

 

“Como ela era?” perguntei.

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