Enterrei meu filho há 10 anos. Quando vi o filho dos meus novos vizinhos, juro que ele era exatamente igual ao meu filho se ele estivesse vivo hoje.
Bati na porta da frente.
A porta abriu quase imediatamente. Sorri instintivamente ao olhar para cima. Um jovem estava parado na entrada.
Meu sorriso desapareceu. O bolo também; escorregou das minhas mãos e caiu aos meus pés, mas mal notei.
Tudo o que ela conseguia ver era o rosto daquele jovem, um rosto que ela aprendera a não ver havia dez anos.
Um jovem estava parado na porta.
“Meu Deus! Você está bem?” Ele avançou com cuidado, evitando os fragmentos do prato quebrado.
“Daniel?”
"Senhora? Sentiu queimaduras? A senhora tem algum problema de saúde?"
Ele olhou fixamente nos meus olhos. Era inconfundível. Ele tinha cabelos levemente cacheados e um queixo pontudo, exatamente como Daniel. Mas o que mais me chamou a atenção foram seus olhos de cores diferentes: um azul e um castanho.
Heterocromia. Assim como Daniel, que herdou essa condição de sua avó.
Eu não sabia como era possível, mas não tinha dúvida alguma: aquele jovem era meu filho!
O que mais chamava a atenção eram seus olhos, de uma cor incomum.
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