Abaixei-me. Meus joelhos estalaram, lembrando que eu já não era o garoto que corria pelo campo de futebol.
Estendi a mão e agarrei a caixa.
Era mais pesado do que uma caixa de chapéu deveria ser, e quando a levantei, algo dentro se moveu.
coloquei-a no chão e abri.
Estava cheia de cartas.
Mas nenhuma delas era endereçada à minha mãe. Todas tinham sido escritas para mim!
Minhas mãos tremiam quando peguei a primeira carta. Parte de mim já sabia de quem era antes mesmo de virar o envelope, eu só me recusava a acreditar.
Mas lá estava: o nome de Vivian.
Fiquei em choque, então comecei a tirar as cartas da caixa como um homem possuído.
As cartas cobriam anos.
A mais recente era do último Natal, e a mais antiga tinha carimbo de três dias depois do desaparecimento dela.
Senti no chão e abriu a mais antiga com os dedos trêmulos.
Grant, sinto muito por não ter conseguido te escrever antes!
Eles não me deixaram ligar, e me levaram rápido demais para a casa da minha tia para eu conseguir fugir e te ver. Há algo que você precisa saber.
Estou grávida, Grant. Sei há seis semanas. Eu queria te contar atrás do campo, do jeito que sempre falávamos de tudo, mas minha mãe encontrou o teste na minha gaveta.
Ela ligou para sua mãe. Sua mãe disse que, quando contou a você sobre o bebê, você disse que não queria nada disso, que tinha uma bolsa de estudos e não ia deixar um erro arruinar sua vida.
“Que diabos—”
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